INVENTORES

SANTOS DUMONT: DO BALÃO AO AVIÃO

Paris, 1831. Vestido com muito apuro e ostentando um chapelão desabado que era a última palavra da moda, desembarcara na capital francesa um mineiro de Palmira, chamado Alberto Santos Dumont. Acompanhado de sua família, visitava a França pela primeira vez. Ilustre desconhecido como era, jamais poderia imaginar que anos depois se tornaria familiar a todos os franceses.
Paris, nessa época, era uma cidade em fermentação. Uma verdadeira revolução se processava em todos os campos. Na pintura o estilo impressionista punha em polvorosa os críticos conservadores.
Na literatura, os escritores criavam obras arrojadas, que causavam ferozes polemicas. A propriá música, depois de permanecer tranquilamente romântica durante muito tempo, assumia novos ares, permitindo-se liberdades nunca antes ouvidas. O fim do seculo XIX mudava todos os conceitos e preparava um seculo XX diferente. Em menos de 10 anos, haviam surgido, em rápida sucessão, gamofone, a linotipia, a turbina a gás, o cinema e até o cinerama, que só viria a ser explorado muitos anos depois. O motor a gasolina era a sensação do momento e as exposições da época o mostravam em múltiplas versões, funcionando segundo os princípios mais variados.

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ARQUIMEDES 

 

No ano 212 antes de Cristo, toda Roma se acotovelava pelas ruas e praças a fim de aplaudir a volta do cônsul Marcelo, que, apôs três anos de penosíssimo assédio, conseguira, finalmente, submeter ao jugo da República a poderosa cidade de Siracusa. Entretanto, no semblante de Marcelo poder-se-ia vislumbrar uma sombra de melancolia: contrariando suas ordens, um soldado romano matara aquele que, tendo inventado  novos sistemas de fortificações e máquinas bélicas de enorme poder, fizera de Siracusa uma rocha quase que inexpugnável. O incauto soldado encontrara um ancião de setenta e cinco anos, completamente abstraído ao que se passava  em seu redor, entretido em cálculos e fórmulas e, irritado ao ver tamanha indiferença, ignorando a identidade do sábio, assestara-lhe um golpe mortal. Esse homem, esse inimigo de Marcelo, que, tal como todos os Romanos, tanto admirirava e desejava  preserva-lhe a vida, era Arquimedes, o insigne cientista, a quem , séculos mais tarde , o próprio Galileu Galilei chamaria de seu Mestre. Ele ao que parece, de família humilde, como...

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ALFREDO NOBEL 

Nos primeiros anos de século XIX,  Estocolmo era uma cidade silenciosa, não muito grande, habitada, na maior parte, por abastados comerciantes suecos e noruegueses, que dominavam todo o movimento de permutas comercias entre a Europa do Norte e a Rússia. Era uma cidade que se ia estendendo progressivamente, enquanto as primeiras indústrias surgiam no limiar dos vastos bosques, e nos estaleiros trabalhava-se àlacremente em torno das "modernas" construções navais. Justamente neste período de evolução e de desenvolvimento nascia, em 21 de outubro de 1833, Alfredo Nóbel. O pai, um engenheiro muito estimado pela sua viva inteligência e empreendimento, dedicara-se, desde vários anos, ao estudo de explosivos, de sua composição química e seus efeitos. E, entre outras coisas, conseguira fabricar o primeiro tipo de uma "mina submarina", um engenho de guerra sobre o qual já haviam posto os olhos diversas nações a fim de se apropriarem da invenção. Era ainda muito criança o pequeno Alfredo Nobel, quando a Rússia ofereceu a seu pai a possibilidade de transferir-se para São Petesburgo, a fim de ali construir um estabelecimento para a produção, em grande estilo, de minas. Era o destino de Alfredo Nóbel:nascer, crescer e viver entre explosivos de toda espécie! E era  natural que, ao tornar-se adulto, se dedicasse ao estudo dessa matéria. Iniciados os estudos em Estocolmo, precisou , precisou prossegui-los em São Petesburgo, quando o pai resolveu transferir-se para lá mas conclui-os nos Estados Unidos, aonde fora enviado, para aperfeiçoar-se em engenharia mecânica

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