ESTADISTAS

 NELSON MANDELA

O ex-presidente Sul-Africano Nelson Mandela morreu aos 95 anos de complicações de uma infecção pulmonar recorrente. O estadista foi  Prêmio Nobel e anti-apartheid Nelson Mandela era uma figura querida em todo o mundo, um símbolo de reconciliação de um país com uma história brutal do racismo. Preso por conspirar para derrubar o governo do apartheid da África do Sul Mandela foi libertado da prisão em 1990, após quase 30 anos .. Em 1994, em uma eleição histórica, ele se tornou o primeiro líder negro do país. Mandela deixou o cargo em 1999, após um único mandato e se aposentou da vida política e pública.




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 ABRAHAM LINCOLN


Estados Unidos, 9 de abril de 1865. Os confederados, sulistas revoltados  contra o governo do norte, rendem-se em Appomatox. Terminava assim a Guerra de Secessão. O Presidente Lincoln proclamava ao povo do seu país: "É hora de darmos as mãos, como amigos, para trabalhar pelo futuro". Cinco dias depois, no Teatro Ford, em Washington, foi alvejado na cabeça com tiro de pistola. Morreu no dia seguinte, pela manhã, sem saber que a mesma sorte fora reservada ao assassino, ex ator e escravista Jonh Wilkes Booth, alcançado e morto depois do crime. Mas tinha consciência que seus dois grandes objetivos políticos tinham sido alcançados: os escravos já eram livres e a unidade do país continuava mantida.
Abraham Lincoln, 16° presidente dos Estados Unidos da América, nasceu na cidade de Hardin, no Kentucky, no dia 12 de fevereiro de 1809. Filho de camponeses, viveu a primeira infância numa choupana de madeira, à beira da floresta. Só esteve na escola um ano.

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RUI BARBOSA: A ÁGUIA DE HAIA

Baiano e baixinho, cabeça grande e olhar vivo, jurista notável e literato de peso, Rui Barbosa foi talvez a mais significativa personalidade de uma época da historia brasileira. Essa época, da metade do século XIX, à segunda década do século XX, foi marcada por profundas transformações na vida política, social e econômica, tanto nos países europeus como no brasil. Na Europa, as grandes potencias industriais e militares cada vez mais se impunham as pequenas nações, originando tensões e problemas diplomáticos que pintavam perspectivas sombrias para o futuro. Enquanto isso, no Brasil, expandia-se aceleradamente a industria, abrindo campo de trabalho para operários assalariados e levando à formação de fortes grupos industrialistas, seus interesses opunham-se fortemente aos dos fazendeiros, cuja a prosperidade dependia principalmente da mão de obra escrava. Em consequencia, o governo monarquista constitucional enfrentava sérias dificuldades sociais e politicas, além dos problemas ecônomicos, que não eram poucos. A fim de resolver a questão, industriais e comerciantes se agruparam num núcleo liberal, que se lançou ativamente à luta anti escravista e, depois de muita campanha, acabou por conseguir a abolição da escravatura em 1888.

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ROOSEVELT

"Nada há que  o "New Deal" tenha realizado até agora que não pudesse ter sido feito, e melhor, por um terremoto. O pior dos terremotos de costa a costa restabeleceria a escassez com muito maior eficiência e poria todos os sobreviventes a trabalhar  pela glória crescente dos Grande Negócios, e isso muito mais rapidamente e com muito menos rumor que o "New Deal"- assim escreveu Stolberg em seu livro "Consequencias Econômicas do New Deal". Era deste modo que muitos industriais americanos viam a obra mais importante do Presidente Roosevelt, o plano de governo chamado New Deal. Embora muito combatido, Roosevelt reelegeu-se três vezes consecutivas. É que os Estados Unidos estavam em crise, contra a qual na politica do New Deal era, pelo menos, uma esperança para a nação.


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WINSTON CHURCHILL

"Lutaremos até o fim. Lutaremos na França. Lutaremos nos mares e nos oceanos. Lutaremos com crescente confiança e com crescente poderio no ar. Defenderemos nossa ilha a qualquer custo! Não esmoreceremos, nem falharemos! Jamais nos entregaremos!". Inglaterra, 4 de julho de 1940. A guerra à Alemanha havia sido declarada em setembro do ano anterior. Quem fala é  Winston Churchill, que acabara de ser nomeado primeiro-ministro, apesar da forte oposição de grande parte dos políticos, inclusive da maioria de seus correligionários do Partido Conservador.
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LÊNIN
Desde 1925, uma interminável fila estende suas dobras pela Praça Vermelha de Moscou, até um edifício cúbico e simples. É gente de todo lugar: camponeses siberianos, operários ucranianos, negros de roupas coloridas, mongóis vestidos de pele, europeus, sul-americanos e mesmo nos últimos anos turistas americanos. A fila se move lenta, e todos trazem sanduíches e revistas: chega-se de manhã e só à tarde se consegue entrar pela porta. Lá dentro, na obscuridade, num esquife de vidro e sob um foco de luz vermelha, jaz um morto embalsamado. Apenas o rosto e uma das mãos aparecem. Quiseram eternizar seu corpo, mas até as múmias lentamente se desfazem em pó. Reverente é o silêncio. Entretanto, 50 anos atrás, uma multidão agitada gritava seu nome com entusiasmo, quando ele proclamou a primeira república  socialista do mundo: "Lênin!Lênin!" Lênin ou Vladimir Ilyich Ulyanov (1870-1924) nasceu em Simbirsk no Volga (atual Ulyanovsk), e tinha 17 anos quando seu irmão terrorista membro da organização  "Vontade do Povo", foi executado por tentar assassinar o Czar Alexandre III. E nesse mesmo ano ele foi preso pela primeira vez. Largou a faculdade de Direito para estudar a obra  deMarx e Engels, e em São Petesburgo, cidade depois  rebatizada como Leningrado, escreveu seu primeiro trabalho, propondo a formação de um partido operário revolucionário. Sua atividade levou-o, até 1900, ao exílio na Sibéria, onde se casou com outra jovem revolucionária deportada: Nadezhda Krupskaya. Em 1901, já na Suíça, iniciou  publicação do Iskra (Centelha), jornal que centralizaria a luta do jovem Partido Social-Democrata Russo contra o czarismo.

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